Entre Quatro Paredes - B.A Paris


"Grace é a esposa perfeita.
Ela abriu mão do emprego para se dedicar ao marido e à casa. Agora prepara jantares maravilhosos, cuida do jardim, costura e pinta quadros fantásticos. Grace mal tem tempo de sentir falta de sua antiga vida.
Ela é casada com Jack, o marido perfeito.
Ele é um advogado especializado em casos de mulheres vítimas de violência e nunca perdeu uma ação no tribunal. Rico, charmoso e bonito, todos se perguntavam por que havia demorado tanto a se casar.
Os dois formam um casal perfeito.
Eles estão sempre juntos. Grace não comparece a um almoço sem que Jack a acompanhe. Também não tem celular, que ela diz ser uma perda de tempo. E seu e-mail é compartilhado com Jack, afinal, os dois não guardam segredos um do outro. Parece ser o casamento perfeito. Mas por que Grace não abre a porta quando a campainha toca e não atende o telefone de casa? E por que há grades na janela do seu quarto?
Às vezes o casamento perfeito é a mentira perfeita."

(Essa resenha era para ter saído em 2018, mas como abandonei esse espaço (explico um pouco aqui), acabei que não finalizei e com isso não foi postado).

Mais livro que peguei a dica no grupo que participo no Facebook.
Primeira vez que leio um suspense psicológico e simplesmente terminei o livro com cara de WTF e quero mais...

Na postagem do grupo fala sobre as primeiras impressões que a pessoa que estava começando a ler estava tendo e isso me gerou curiosidade, mesmo sabendo que nunca li algo do gênero e que poderia detestar. Achei o livro para ler e acabei largando Tormenta (livro dois da trilogia Fallen) e comecei a leitura imediatamente.


Não foi uma leitura que fluiu rápido, demorei mais do que o costume para um livro de menos de 300 páginas, mas tenho que assumir que gostei, que fiquei presa na leitura.

O livro começa com os protagonistas oferecendo um jantar a amigos.
Embora o casal demostre serem perfeitos aos olhos dos outros e da sociedade, quando estão só que a verdadeira relação aparece. Grace vive com medo e Jack é super controlador.

As primeiras ações de Grace a gente percebe que existe algo de errado ali, ela quando esta sozinha teme que o marido perceba o nervosismo, fica contando o tempo, mas quando está junto aos amigos, age com uma esposa perfeita. Jack é super carinhoso, prestativo, charmoso, um advogado brilhante, nunca perdeu uma causa, mas porque causa tanto medo a esposa?
Essa pergunta só respondida a medida que a leitura avança.

A história é contada em primeira pessoa, pelo olhar da desesperada Grace, e conta o presente do casal e seu passado, como se conheceram, como Grace se apaixonou por ele, a relação que ela tem com a irmã que tem síndrome de Down, Millie, e como Jack se insere na vida de Grace. Um passado lindo, com um presente amedrontador.

O livro vai prendendo a gente, pois precisamos entender porque Grace aceita a situação que vive, como Jack é um personagem tão cruel, e como a violência psicológica pode destruir alguém. E principalmente porque Millie não gosta de George Cloney (Jorj Kuni), como assim brésil?? Rs!

Durante a leitura me peguei trocando de lugar com Grace e tentando imaginar o que faria, a vida que ela leva é terrível, o que faz dela uma protagonista muito forte. As situações são sempre tensas e de um autocontrole que pra mim é impossível imaginar (principalmente eu sendo tão emocional como sou).

Meu primeiro thriller psicológico, embora tenha demorado um pouquinho para fluir, me empolgou de ler mais títulos desse gênero.

"Eu mal comecei a entender o que Jack sabe desde o início: o medo é o melhor freio de todos."
Entre quatro paredes
B. A. Paris
Editora Record
2017


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